Definitivamente, não nasci para ter bigode e nem barba. Duas semanas sem raspá-los, e hoje de manhã, quando olhei no espelho, me deparei com um completo estranho. O primeiro pensamento foi o de gritar: “Socorro, tem um homem-bomba no banheiro!”. O segundo, o de meter o pé. O terceiro, pegar o barbeador e, tendo ao fundo a música tema de Psicose, assassinar todo aquele hospedeiro alienígena que vinha possuindo o meu rosto. Foi o que fiz. Em parte. Tirei o bigode, aqueles fiapos que não se entendiam quanto à direção. Uns para a esquerda, outros para direitas. Conservei a barba ou o cavanhaque, sei lá como se chama isso! Malditos genes indígenas dominantes.
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Adoro dar aulas para adolescentes que pensam. Não sei quem foi o idiota que disse que adolescente é tudo farinha do mesmo saco. Farinha, serve pra muita coisa! Hoje quase fiz um bolo. É só dá corda, insinuar as questões, e eles serão, (pasmem!) capazes de refletir, de formularem pensamentos e saírem com respostas e outras perguntas surpreendentes.
Por que as pessoas são tão apegadas ao orgulho? Por acaso acham que orgulho é a mesma coisa que autoestima? A gente se cala quando na verdade quer falar. A gente finge indiferença, quando na realidade que se mostrar preocupado. A gente faz tanta coisa idiota por nome do orgulho. Depois, fica sozinho, triste, deprimido. E aí o orgulho não serve pra merda nenhuma.

Um comentário:
"fiapos que não se entendiam quanto à direção" rs
Uma farinha temperadinha dá uma boa farofa, rs.
A mesma pergunta q faço qdo em deparo com o tal do orgulho. Mtas vezes as pessoas preferem provar q estão certas e perdem um bom tempo com isso.
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